A conta que o fogão não vê
Marketplace traz gente nova. Cobra por isso, e cobra de novo no anúncio, na taxa de serviço e às vezes na antecipação. Para um restaurante que ainda está abrindo bairro, pode fazer sentido. Para a marmita que o mesmo prédio pede toda quarta, a conta é outra.
Se a parmegiana sai a 36 reais e 10 reais ficam no aplicativo, sobra o arroz, o óleo e o entregador. O WhatsApp da casa já existe. O cliente já manda áudio. O que falta é o pedido chegar redondo, não o canal.
Comissão de 27% numa marmita de 32 reais não é divulgação. É o prato saindo mais barato para o aplicativo do que para a casa.
Áudio de 40 segundos não é pedido
“Me manda o de sempre, mas sem cebola, e se tiver a de ontem melhor.” A cozinha pausa. Alguém reescuta. Alguém pergunta a mesa. O almoço esfria. Um pedido formatado traz nome, itens, extras, observação, se é mesa, retirada ou rua, e como a pessoa vai pagar.
No Cardápio Digital a mensagem abre no número que você cadastrou. Não passa por carteira de aplicativo. O histórico fica na conversa que a casa já atende de manhã.
O que precisa estar na mensagem
Se faltar um desses, alguém vai ligar. E ligar no pico é o mesmo que parar o fogão.
- Nome do cliente e um telefone que atende
- Cada item com quantidade, extra e observação
- Mesa, retirada ou endereço — um só, claro
- Pagamento: pix, cartão ou dinheiro, com troco se for o caso
Deixa o app para quem ainda não te conhece
Não é religião. Se você está testando um bairro novo, o marketplace é vitrine paga. O cardápio próprio é para a mesa 4, o grupo do condomínio e a cliente que já tem o número salvo como “marmita da Barra”.
Os dois podem coexistir. O erro é mandar o cliente fiel — que já viria no Zap — pagar a taxa de quem ainda nem sabe que a casa existe.
